aprisionaste-me a noite nos olhos
enquanto a lua ocultava o sorriso.
se pudesses ver-me…
de mãos trémulas e vazias,
a dor a escorrer-me do peito,
sem luta.
se sentisses o frio que me desagasalha as palavras
e preenche o espaço entre os dedos,
onde não estás.
se percebesses o pavor do desconhecido,
invento-o.
queria proteger-me no calor do teu corpo
e demorar-me…
demorar-me,
dentro das tuas mãos!
LUISA AZEVEDO
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