Devagar ouço a paz a mim chegar,
Sinto as mãos húmidas,
Ansiedade provocada pelo calor da verdade,
Dormente a minha mente cansada de imaginar,
Rendo-me finalmente e deixo de procurar,
Profundo, desconhecido,
Intenso o sentimento deste doce, amargo momento,
Só pretendo amar, esquecer-me de como odiar,
Dar inconscientemente o que falta faz a este mundo carente,
Minha a alma descrente que se prende libertar,
Alegria confundida que se mistura com o desalento,
Felicidade incompreendida,
Eu,
Singular segmento de uma corrente partida,
Enferrujada,
Percebo agora o significado da minha vida,
Sempre amparada pela pessoa amada…
Lúis MCF
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