sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Não me abandones, Pai!
Por ti
sobrevivi
para finalmente extrair
do fundo dos meus olhos
uma tristeza de menina abandonada.
Fui sombra, perdi-me
tentei alcançar proteção e paz
afoguei-me em sonhos no teu colo
e não consegui encontrar-me.
Nunca me resignei à tua ausência
sempre ouvi o eco do teu choro sofrido
o murmúrio da tua voz...chamando.
Gritei ao sol, ao céu
aos ventos, às primaveras e ao mar
não me abandones, Pai!
Agora, encontrei-te
dentro de mim, sorrindo
porque nunca te disse, ADEUS!
E nunca o direi...
Margarida Cândida Jorge
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